O Brasil e o planejamento de segurança para grandes eventos

O Brasil vive momento de euforia, motivado pelo crescimento econômico e por ter sido escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Com isso, os olhos do mundo estão voltados para cá, condição que amplia as possibilidades de negócios e motiva a discussão sobre como será a segurança nos dois eventos.

Nos últimos dias temos visto os organizadores falarem da preocupação com a infraestrutura para receber atletas e turistas, mas pouco se têm ouvido sobre os cuidados com a segurança. É fato que precisamos melhorar a integração dos diversos órgãos de segurança pública e redesenhar o papel e a abrangência da segurança privada, e nos preparar para gerenciar riscos que nos são quase desconhecidos, como o de terrorismo. Um Plano Nacional de Segurança para suportar estes eventos é um projeto de alta complexidade e a experiência mostra que, em casos assim, o sucesso depende de quatro fatores críticos:

1- Definir a autoridade responsável pela gestão da rede de segurança. No comitê organizador da Copa do Mundo no Brasil ainda não há clareza sobre quem vai desempenhar esse papel. Sem um gestor investido de autoridade não há comando e como desenvolver um plano estratégico que integre nacionalmente os planos táticos e operacionais dos diversos entes responsáveis pela segurança;
2- Identificar riscos, desenvolver medidas de controle e aprimorar os processos existentes;
3- Padronizar, integrar e capacitar em âmbito nacional os sistemas e os recursos humanos, considerando a previsibilidade e repetição de processos e atividades;
4- Testar, avaliar e ajustar os recursos do plano de segurança. Este fator é de crucial para se evitarem surpresas.

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