Modal rodoviario perde R$ 2 bilhões ao ano com o roubo e o furto de cargas

O modal rodoviário é o principal utilizado no país,  movimenta aproximadamente 60% das cargas e representa 5,5% do PIB. Mas, ao mesmo tempo que transporta a maior parte da riqueza do país, o modal é também, a maior vítima dos crimes de roubo e furto com perdas anuais de R$ 2 bilhão.

O roubo de cargas ganhou expressão no Brasil a partir da década de 1990, quando grupos especializados em roubo a bancos passaram a encontrar dificuldade para suas ações em decorrência das medidas de segurança adotadas pelas agências, e passaram a focar o roubo e furto de cargas como alternativa para a manutenção de seus lucros fáceis.

Os grupos atuantes neste tipo de crime têm-se  mostrado não só cada vez mais especializados, mas também com ramificações em outras ações criminosas, sobretudo o narcotráfico. Os principais alvos são: os produtos eletroeletrônicos e de informática, combustíveis, autopeças, cigarros,  calçados, vestuário, alimentos e medicamentos.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, única do país que divulga dados estatísticos sobre este tipo crime, foram registrados 7.342 ocorrências em 2012, 5,5% a mais que os 6.958 casos computados no ano anterior. Dos crimes praticados no estado, 70% ocorrem na Capital e na Região Metropolitana.

Segundo levantamento estatístico, da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), que combina a coleta de dados formais e informais sobre roubos e furtos em áreas urbanas e rodovias do país, a Região Sudeste concentra a grande maioria dos casos: 79,94%. Logo em seguida aparecem as regiões Sul (8,63%), Nordeste (7,21%), Centro-Oeste (2,19%) e Norte (2,03%).

Os ataques ocorrem tanto a centros de distribuição como a caminhões que fazem o translado de mercadorias. No último caso, as abordagens mais comuns acontecem em:

  • Áreas urbanas, com o caminhão parado ou em baixa velocidade;
  • Rodovias, com o caminhão em movimento, obstrução da via, falsa barreira policial, abastecimento do caminhão e pernoite do motorista.

Responder a questão, “o que fazer para mitigar as perdas de roubo de cargas?”, é o que pretendemos com esta série de artigos.

Boa leitura.

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