Falhas na segurança contribuem para a violência nas escolas

O caso do ex-aluno que invadiu uma escola no bairro de Realengo no Rio de Janeiro em abril, atirando contra alunos do local chocou o Brasil e levantou uma série de debates sobre segurança pública. Recentemente, um estudante da USP foi assassinado após tentativa de assalto no estacionamento da universidade.
Os dois casos resultaram em uma grande comoção nacional, em função da brutalidade no desfecho das ações. Entretanto, tais fatos só se concretizaram por que a segurança nas escolas brasileiras é falha, sem impor dificuldades para quem deseja invadir uma instituição de ensino. Nas escolas públicas o caso é ainda pior.
Depois desses episódios, voltou-se a se discutir o papel do Estado no que diz respeito à segurança pública, já que nos dois casos, a atuação de um agente externo resultou numa ação criminosa. Evidente que se fossem utilizadas medidas de mitigação com suporte tecnológico os dois casos certamente teriam um desfecho diferente.
Existem atualmente 18 projetos de lei com medidas para controle do tráfico de armas no Brasil, na Câmara dos Deputados, no entanto, nenhum foi aprovado e a maioria encontra-se arquivado. Também está tramitando, desde o início do ano, um projeto de lei federal que determina a instalação de aparelhos de raio-X e detectores de metais em escolas públicas e privadas em todo o Brasil.
Há ainda, outro projeto, este na Assembleia Legislativa de São Paulo, que estabelece a instalação de detectores de metais nas escolas públicas do Estado. A propositura determina também a obrigatoriedade de uso de uniforme e de crachá de identificação para alunos e funcionários.

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