Elevação dos “arrastões” em condomínios

A onda de “arrastões” em condomínios de São Paulo aponta um dado alarmante. Os casos de assaltos a condomínios na cidade mantém um nível crescente. Dados do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (DEIC) apontam que, em um único mês, foram registrados 20 arrastões em condomínios de alto padrão.
No geral, os “arrastões” ocorrem de maneira semelhante e têm um ponto em comum; os prédios estão próximos de áreas menos favorecidas. Mesmo os condomínios de luxo se encontram próximos a locais de favelas. A urbanização das grandes cidades se deu, em sua maioria, pela mão de obra barata e pobre. Com isso, grande parte dos bairros das grandes capitais apresenta o contraste de condomínios de alto padrão, próximos a moradias irregulares.
Condomínios e favelas adotam posturas antagônicas com relação à cidade: os primeiros a desprezam, os outros são por ela desprezados. Mas as favelas não perdem em hermetismo para os condomínios murados. Também são impenetráveis, incógnitas, só conhecidas por seus moradores e pela polícia.
A região sul da cidade, seguida pela oeste, são as que têm mais incidências desse tipo de crime. O bairro do Morumbi é um dos principais focos da ação das quadrilhas especializadas em arrastões. Um dado que se deve atentar é o modo de atuação dos criminosos. O horário em que mais os crimes acontecem é entre 6h e 18h. Esse é o horário em que se costuma ter mais movimento, de entrada e saída de funcionários, moradores e prestadores de serviços.
Ao invadirem o local, a tática é sempre similar: fazer uso de força e intimidação para, em pouco tempo, levar dinheiro e objetos de valor. As estatísticas mostram que 88% dos itens roubados são aparelhos eletrônicos, seguidos de dinheiro em moeda nacional, 75% e joias, 59%.

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